Resolução No 136 – Substituir Lepidocolaptes Reichenbach, 1853, em Lepidocolaptes fuscus (Vieillot, 1818), por Xiphorhynchus Swainson, 1827 na lista principal de aves brasileiras.
Um recente estudo molecular do gênero Xiphorhynchus Swainson 1827 confirmou que “Lepidocolaptes” fuscus (Vieillot, 1818) nada mais é do que o representante das espécies amazônicas Xiphorhynchus spixii, X. elegans, X. pardalotus e X. ocellatus no leste brasileiro; portanto, sua transferência para o gênero Xiphorhynchus Swainson, 1827 reflete mais adequadamente suas afinidades evolutivas (Aleixo 2002). Este resultado confirma estudos moleculares (García-Moreno & Silva 1997), anatômicos (Raikow 1994) e comportamentais (Willis 1983) anteriores, que já apontavam para um estreito parentesco entre Lepidocolaptes fuscus (Vieillot, 1818) e os membros do gênero Xiphorhynchus Swainson, 1827.
Aleixo, A. (2002) Molecular systematics and the role of the “várzea”–“terra-firme” ecotone in the diversification of Xiphorhynchus woodcreepers (Aves: Dendrocolaptidae). Auk 119(3):621-640.
García-Moreno,
J. & J. M. C. Silva (1997) An interplay between forest and non-forest South
American avifaunas suggested by a phylogeny of Lepidocolaptes
woodcreepers (Dendrocolaptinae). Stud.
Neotrop. Fauna Environm.
32:164-173.
Raikow, R. J. (1994) A phylogeny of the woodcreepers (Dendrocolaptinae). Auk 111(1):104-114.
Willis, E. O. (1983) Cis-Andean Xiphorhynchus and relatives (Aves, Dendrocolaptidae) as army ant followers. Rev. Brasil. Biol. 43:133-142.